Dinheiro
Preciso ter estoque para vender para o governo?
Resposta direta
Não. Esse é um dos maiores diferenciais do modelo: você só compra do seu fornecedor depois de vencer a disputa e receber a nota de empenho. O fluxo é vender primeiro, comprar depois — sem capital parado em prateleira e sem risco de encalhe.
No varejo tradicional, estoque é aposta: você compra antes, na esperança de vender depois. Nas compras públicas, a lógica inverte:
- O órgão publica o que já decidiu comprar (demanda garantida)
- Você cota com seu fornecedor (preço e prazo por escrito, sem comprar nada)
- Dá o lance com base na cotação
- Só depois de vencer — e com a nota de empenho em mãos — você executa a compra
- Recebe do fornecedor, entrega ao órgão, fatura
O que esse desenho elimina: capital imobilizado, risco de encalhe, custo de armazenagem, perda de validade.
O que ele exige em troca: fornecedores confiáveis e gestão do ciclo de caixa — você normalmente paga o fornecedor antes de receber do órgão (como administrar isso). Cotações firmes com validade e prazo de pagamento negociado são o coração da operação.
Exceção honesta: prazos de entrega muito curtos (5–10 dias) podem pedir produto disponível no fornecedor — mais um motivo para ler o Termo de Referência antes do lance, nunca depois.
Respondido por Gabriel Borgongino — CEO da Borgon, +100 contratos públicos executados, criador do Método VPGOV.
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