Dinheiro

Preciso ter estoque para vender para o governo?

Resposta direta

Não. Esse é um dos maiores diferenciais do modelo: você só compra do seu fornecedor depois de vencer a disputa e receber a nota de empenho. O fluxo é vender primeiro, comprar depois — sem capital parado em prateleira e sem risco de encalhe.

No varejo tradicional, estoque é aposta: você compra antes, na esperança de vender depois. Nas compras públicas, a lógica inverte:

  1. O órgão publica o que já decidiu comprar (demanda garantida)
  2. Você cota com seu fornecedor (preço e prazo por escrito, sem comprar nada)
  3. Dá o lance com base na cotação
  4. Só depois de vencer — e com a nota de empenho em mãos — você executa a compra
  5. Recebe do fornecedor, entrega ao órgão, fatura

O que esse desenho elimina: capital imobilizado, risco de encalhe, custo de armazenagem, perda de validade.

O que ele exige em troca: fornecedores confiáveis e gestão do ciclo de caixa — você normalmente paga o fornecedor antes de receber do órgão (como administrar isso). Cotações firmes com validade e prazo de pagamento negociado são o coração da operação.

Exceção honesta: prazos de entrega muito curtos (5–10 dias) podem pedir produto disponível no fornecedor — mais um motivo para ler o Termo de Referência antes do lance, nunca depois.

Respondido por Gabriel Borgongino — CEO da Borgon, +100 contratos públicos executados, criador do Método VPGOV.

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