Dinheiro
Qual a margem de lucro em licitações?
Resposta direta
Margens líquidas típicas variam de 10% a 30% no fornecimento de produtos, podendo superar isso em nichos específicos e serviços. A margem não está no mercado — está no método: custo de fornecedor bem negociado, planilha completa de custos e disciplina para não descer abaixo do piso.
"Mas disputando por menor preço, sobra margem?" Sobra — para quem entende onde a margem nasce:
1. Na compra, não na venda. O preço de venda o mercado define; o seu custo, você negocia. Fornecedor atacadista, desconto por volume, prazo casado com o pagamento do órgão — a margem se constrói antes do lance.
2. Na escolha da disputa. Disputas lotadas esmagam preço; dispensas, disputas exclusivas de ME/EPP e objetos menos óbvios preservam margem. Seletividade é estratégia de lucro.
3. Na planilha completa. Margem real = preço − produto − frete − impostos − taxas − custo financeiro do giro. Quem esquece uma linha "ganha" contratos com margem negativa e culpa o mercado.
4. Na recorrência. O segundo contrato com o mesmo órgão custa menos para operar: processo conhecido, logística rodada, risco menor. Recompra é margem composta.
Faixas realistas por tipo: consumíveis de alto giro, 10–20%; itens técnicos e nichos com menos players, 20–40%; serviços continuados, margens menores por contrato mas faturamento mensal previsível.
Regra da casa: melhor perder dez disputas do que vencer uma no prejuízo.
Respondido por Gabriel Borgongino — CEO da Borgon, +100 contratos públicos executados, criador do Método VPGOV.
Guias completos sobre o tema
Outras dúvidas frequentes
Chega de dúvida — começa a executar.
O Método VPGOV te ensina a decidir, precificar e disputar licitações com segurança, com suporte direto pelo WhatsApp para quando surgir dúvida.